A Importância Vital da Vacina Contra a Gripe Antes do Inverno: Protegendo Sua Família na Estação Mais Fria

Olá, queridos pais, mães e cuidadores! Sejam muito bem-vindos ao blog da Clínica Imunitá, seu espaço de confiança para cuidar da saúde de quem você mais ama. Com a chegada do inverno se aproximando em Campo Grande e em todo o Brasil, uma pergunta fundamental surge para muitas famílias: como podemos nos preparar e proteger nossos lares contra as doenças sazonais? A resposta é clara e muito importante: a vacina contra a gripe.

Sabemos que a gripe, muitas vezes subestimada e confundida com um “resfriadinho”, é, na verdade, uma infecção respiratória séria causada pelo vírus Influenza. Ela pode trazer complicações significativas, especialmente para os mais vulneráveis. Por isso, estamos aqui, com todo o carinho e expertise da Imunitá, para desmistificar a vacina da gripe e reforçar por que a imunização antes do inverno é um passo tão crucial para a saúde e o bem-estar de toda a sua família. Preparem-se para um conteúdo informativo, acolhedor e seguro, que vai guiar vocês nessa jornada de proteção!

Por Que a Vacina da Gripe é Tão Importante? Muito Além de um Simples Resfriado

É comum que a gripe seja vista como uma doença leve, mas a realidade é que ela pode ser bem mais grave do que imaginamos. O vírus Influenza é conhecido por sua capacidade de causar febre alta, dores musculares intensas, fadiga extrema e problemas respiratórios. Para alguns grupos, como bebês, crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, as complicações podem ser severas, levando a pneumonia, bronquiolite e, em casos mais graves, até mesmo à internação hospitalar e ao óbito.

A vacinação não é apenas uma medida de proteção individual; ela é um ato de cuidado coletivo. Ao nos vacinarmos, não só nos protegemos, mas também contribuímos para a “imunidade de rebanho”. Isso significa que, quanto mais pessoas imunizadas em uma comunidade, menor a circulação do vírus e, consequentemente, menor a chance de ele atingir aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.

Quando é o Momento Ideal para Vacinar? A Estratégia “Antes do Inverno”

A recomendação unânime de especialistas e órgãos de saúde é clara: vacine-se contra a gripe antes da chegada do inverno. Mas por que essa urgência?

  1. Tempo para Formar Proteção: A vacina não oferece proteção imediata. O seu sistema imunológico leva cerca de duas semanas (ou até 15 dias) para desenvolver os anticorpos necessários para combater o vírus da gripe após a aplicação. Vacinar-se com antecedência garante que você e sua família estejam protegidos quando o vírus começar a circular com mais intensidade, geralmente com a chegada do frio.
  2. Pico de Circulação do Vírus: Os meses mais frios do ano, no Brasil, geralmente entre abril e agosto, são quando a circulação dos vírus Influenza atinge seu pico. A vacinação antecipada é uma estratégia eficaz para prevenir surtos e epidemias.
  3. Mutações Anuais do Vírus: O vírus da gripe é um “camaleão” genético, sofrendo mutações constantes. Por isso, a composição da vacina é atualizada anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), baseando-se nas cepas que mais circularam no ano anterior. A vacina do ano anterior não protege contra as variantes mais recentes, tornando a vacinação anual indispensável.

Quem Deve Receber a Vacina da Gripe? Proteção para Todos

A vacina contra a gripe é indicada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de vida. No entanto, alguns grupos são considerados prioritários devido ao maior risco de desenvolverem formas graves da doença ou complicações:

  • Crianças: De 6 meses a menores de 6 anos de idade. Para as crianças que nunca foram vacinadas, são recomendadas duas doses com um intervalo de 30 dias.
  • Gestantes: A vacinação é segura e altamente recomendada em qualquer idade gestacional, protegendo tanto a mãe quanto o bebê, já que os anticorpos podem ser transferidos via placenta.
  • Puérperas: Mulheres até 45 dias após o parto.
  • Idosos: A partir de 60 anos de idade.
  • Profissionais de Saúde: Pela constante exposição e risco de transmissão.
  • Pessoas com Doenças Crônicas: Incluindo problemas respiratórios, cardíacos, renais, hepáticos, neurológicos, diabetes, obesidade mórbida, entre outros, independentemente da idade.
  • Professores: Dos ensinos básico e superior.
  • Populações Indígenas e Quilombolas:
  • Pessoas com Deficiência Permanente:
  • Forças de Segurança e Salvamento, Forças Armadas:
  • Caminhoneiros, Trabalhadores de Transporte Coletivo e Portuários:
  • Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade e População Privada de Liberdade:

Mesmo que você não faça parte desses grupos prioritários, a vacinação é um investimento valioso na sua saúde e na da comunidade.

Tipos de Vacinas Contra a Gripe: Trivalente e Quadrivalente

No Brasil, temos acesso a dois tipos principais de vacinas contra a gripe:

  • Vacina Trivalente: Oferece proteção contra três tipos de vírus Influenza: duas cepas do tipo A (H1N1 e H3N2) e uma cepa do tipo B. Esta é a vacina geralmente disponibilizada na rede pública de saúde.
  • Vacina Quadrivalente (ou Tetravalente): Além das três cepas da vacina trivalente, inclui uma segunda linhagem do vírus B, aumentando a proteção contra esse tipo. A vacina quadrivalente é ofertada exclusivamente na rede privada e é especialmente recomendada para quem busca uma proteção mais abrangente, principalmente em grupos de risco ou em anos com maior circulação de diferentes cepas do tipo B.

Ambos os imunizantes são seguros e eficazes, e a escolha pode ser discutida com seu médico ou profissional de saúde de confiança. Existe também a vacina quadrivalente de alta dose (“High Dose”, HD4V) destinada a pessoas com mais de 60 anos, que oferece uma proteção ainda maior devido à quantidade de antígenos.

Mitos e Verdades Sobre a Vacina da Gripe

A desinformação ainda é um desafio. Vamos esclarecer alguns pontos importantes:

  • “A vacina da gripe causa a gripe.” – MITO! As vacinas da gripe são feitas com vírus inativados (mortos) ou fragmentos virais, o que significa que não são capazes de causar a doença. Se você sentir sintomas leves após a vacinação, como dor no local da aplicação, febre baixa ou mal-estar, isso é uma resposta normal do seu sistema imunológico, indicando que ele está trabalhando para construir a proteção.
  • “Não preciso me vacinar todo ano.” – MITO! Como já mencionamos, o vírus Influenza sofre mutações constantemente. A composição da vacina é atualizada anualmente para combater as cepas mais prováveis de circular na próxima temporada. Além disso, a proteção da vacina diminui progressivamente em alguns meses, por isso a revacinação anual é crucial.
  • “A gripe não é séria, é só um resfriado.” – MITO! A gripe é uma doença respiratória grave, que pode levar a complicações sérias como pneumonia, bronquiolite e até mesmo internação e óbito, especialmente em grupos de risco. Um resfriado é causado por outros tipos de vírus e geralmente apresenta sintomas mais leves.
  • “A vacina contra a gripe protege contra a COVID-19.” – MITO! São vírus diferentes. A vacina da gripe protege contra o vírus Influenza, enquanto a vacina contra a COVID-19 protege contra o SARS-CoV-2. Ambas são importantes e necessárias, mas uma não substitui a outra.
  • “Quem teve pneumonia pode tomar a vacina da gripe?” – VERDADE! Sim, a vacina da gripe é, inclusive, uma forma de proteção extra contra o vírus Influenza para quem teve pneumonia ou está em recuperação, ajudando a prevenir infecções e complicações.

Sua Experiência na Clínica Imunitá: Cuidado e Confiança

Na Clínica Imunitá, entendemos que a vacinação é um momento de cuidado essencial para toda a família. Nosso ambiente é projetado para ser clean, minimalista e moderno, transmitindo tranquilidade e bem-estar em cada detalhe, com o aconchego dos tons de marrom.

Nossa equipe de enfermeiras é altamente qualificada e dedicada, proporcionando um atendimento acolhedor, alegre e seguro. Elas são treinadas para realizar a aplicação das vacinas com a máxima delicadeza e atenção, buscando sempre a melhor experiência, especialmente para as crianças, garantindo um momento tranquilo e sem estresse. Na Imunitá, a confiança e o conforto da sua família são a nossa prioridade.

Não espere o frio chegar e a gripe se espalhar. A prevenção é o melhor caminho para garantir a saúde e a tranquilidade de quem você ama. Vacinar-se contra a gripe antes do inverno é um ato de carinho, responsabilidade e inteligência.

Convidamos você e sua família a visitarem a Clínica Imunitá em Campo Grande, MS, para garantir essa proteção tão importante. Nossas portas estão abertas para acolher vocês com a excelência e o cuidado que merecem. Juntos, construiremos um inverno mais saudável e seguro para todos. Agende sua vacina e venha fazer parte da família Imunitá!

Perguntas Frequentes

P: Q: A vacina da gripe causa a gripe?
R: R: Não, a vacina da gripe é produzida com vírus inativados ou fragmentos do vírus, o que significa que ela não tem capacidade de causar a doença. Sintomas leves após a vacinação são uma resposta natural do seu corpo, indicando que ele está desenvolvendo imunidade.

P: Q: Preciso me vacinar contra a gripe todo ano?
R: R: Sim, a vacinação anual é fundamental. O vírus da gripe sofre mutações constantes, e a composição da vacina é atualizada a cada ano para combater as cepas mais recentes em circulação. Além disso, a proteção da vacina diminui com o tempo.

P: Q: Quem não pode tomar a vacina da gripe?
R: R: A vacina é contraindicada para pessoas com alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina ou a uma dose anterior. Pessoas com doenças febris agudas devem adiar a vacinação até a recuperação.

P: Q: Crianças pequenas podem tomar a vacina da gripe?
R: R: Sim, a vacina é indicada para todas as crianças a partir dos 6 meses de idade. Para crianças entre 6 meses e 8 anos que recebem a vacina pela primeira vez, são recomendadas duas doses com um intervalo de 30 dias.

P: Q: Quanto tempo leva para a vacina da gripe fazer efeito?
R: R: O sistema imunológico leva cerca de duas semanas para desenvolver os anticorpos protetores após a aplicação da vacina. Por isso, é tão importante vacinar-se antes do início da temporada de gripe.

P: Q: A vacina da gripe protege contra todos os tipos de vírus da gripe?
R: R: A vacina é formulada anualmente para proteger contra os tipos de vírus Influenza mais comuns e esperados para circular na temporada. As vacinas trivalentes protegem contra três cepas, e as quadrivalentes contra quatro, oferecendo uma proteção mais ampla.

P: Q: Grávidas e lactantes podem tomar a vacina da gripe?
R: R: Sim, grávidas e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto) fazem parte dos grupos prioritários para a vacinação. É seguro e altamente recomendado, pois a vacina protege tanto a mãe quanto o bebê.

Surto de Gripe H1N1: o que você precisa saber sobre a vacina?

O surto precoce da gripe H1N1 em 2016, principalmente no Estado de São Paulo, levantou muitas dúvidas da população em relação a vacina da gripe. Como forma de imunizar a população e conter o surto de Gripe H1N1, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha nacional de vacinação contra a gripe de 2016.

Como é a vacina da gripe H1N1

A vacina  trivalente previne contra três tipos de vírus influenza e é composta por três cepas (espécies do vírus): uma cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B.

Mesmo que o vírus H1N1 não tenha mudado, o vírus H3N2 e a cepa B mudaram de 2015 para cá. Sendo assim, para proteger a população contra eles, foi criada a vacina quadrivalente (também chamada de tetravalente). O antídoto oferece a mesma imunização da vacina trivalente (cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B) e conta ainda com uma cepa B a mais, tornando-se mais completa que a trivalente. A vacina quadrivalente está disponível apenas na rede de saúde privada.

A vacina quadrivalente é produzida pelas empresas farmacêuticas privados GSK e Sanofi. A versão da GSK está licenciada pela Anvisa em nosso país para crianças e adultos a partir de três anos de idade, em formulação única de 0,5mL. Já a vacina quadrivalente do laboratório Sanofi Pasteur tem registro na Anvisa de duas formulações: pediátrica, para uso em crianças de seis meses até três anos (0,25mL) e adulta, para crianças e adultos acima de três anos de idade (0,5mL).

A vacina trivalente é tão segura quanto a quadrivalente para proteger contra o vírus H1N1.

De acordo com o infectologista Celso Granato, professor da Unifesp e diretor científico do laboratório Fleury, as pessoas que tomaram ou ainda vão tomar a vacina trivalente não precisam se sentir inseguras em relação a ela, pois ambas protegem contra o vírus H1N1, causador do surto de gripe. O que a vacina quadrivalente faz é proteger contra um tipo de vírus B que é muito difícil de afetar a população.

Quem deve tomar a vacina da gripe H1N1

Devido a uma possível instabilidade do sistema imunológico alguns grupos têm prioridade para a imunização contra a gripe H1N1. Entre os principais grupos chamados de prioritários estão bebês, mulheres grávidas e mulheres que deram à luz há menos de 45 dias (chamado período puerpério, ou pós-parto).

Em crianças e bebês, a gripe H1N1 tende a se manifestar de forma mais grave do que nos adultos.

Em crianças e bebês, a gripe H1N1 tende a se manifestar de forma mais grave do que nos adultos. “Qualquer doença nesta faixa etária é mais grave porque a criança ainda não tem o sistema imunológico tão fortalecido quanto o do adulto”, explica a pediatra Andréa Lucchesi de Carvalho, presidente do comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Mineira de Pediatria.

Crianças entre seis meses e nove anos que estão tomando a vacina pela primeira vez devem tomar  duas doses da vacina com intervalo de até três semanas.  Já as crianças da mesma faixa etária (entre seis meses e nove anos) que já tomaram a vacina em outros anos, tomam apenas uma dose.

 Adultos e crianças de qualquer idade que já se vacinaram no ano passado ou em anos anteriores e que querem ou devem se proteger precisarão tomar a vacina novamente. Isto porque o vírus da gripe sofre pequenas modificações de um ano para outro. Além disso, o tempo de duração de uma vacina costuma ser em torno de 1 ano. “A imunidade começa a cair a partir do oitavo mês depois da vacinação. Por isso, é importante as pessoas cuidarem da saúde e se vacinarem contra a gripe”, alerta a infectologista Isabela Ballalai.

Sintomas diferentes em bebês e crianças

Outra questão é que em bebês e crianças os sintomas da gripe H1N1 podem ser um pouco diferentes do que nos adultos. “Os sintomas são mais inespecíficos, o pequeno pode só ficar um pouco mais irritado, com dificuldade para se alimentar, mas a febre, sintoma comum nos adultos, pode demorar para aparecer”, destaca Andréa Lucchesi de Carvalho. Por isso, é essencial contatar o pediatra assim que a criança começar a apresentar algum problema de saúde.

Vacinação antes do bebê completar 6 meses

Os bebês menores de seis meses não devem tomar a vacina contra gripe porque ainda não há estudos suficientes sobre os efeitos dela nos primeiros meses de vida. Além disso, acredita-se que a vacina da gripe antes dos seis meses de vida pode não ser tão eficaz, pois o sistema imunológico do bebê não está totalmente preparado. Nesta fase o bebê receberá a proteção contra esta doença por meio do aleitamento materno, desde que a mãe tenha se vacinado contra a gripe. Esse é um dos motivos pelos quais também é essencial que as gestantes e as puérperas, caso não tenham se imunizado na gravidez, se vacinem contra a gripe H1N1.

Vacinação para gestantes

A gripe H1N1 é mais preocupante para gestantes. “A gravidez é um momento especial e modifica todo o organismo da mulher. Entre as mudanças, as gestantes têm maior dificuldade para respirar porque o crescimento do bebê comprime os pulmões e ainda há uma diminuição da resposta do sistema imunológico”, observa a pediatra Andréa Lucchesi de Carvalho.

A orientação é que as gestantes procurem se vacinar logo após o primeiro trimestre de gestação, período recomendado pelos médicos. É importante deixar claro que contrair a gripe H1N1 na gravidez não irá afetar a saúde do feto. Caso a mulher não tenha tomado a vacina durante a gestação, deve tomar no período do puerpério, pós-parto. Os sintomas e o tratamento da gripe H1N1 nas gestantes e puérperas é igual aos dos demais adultos.

Pacientes crônicos e idosos

Pacientes idosos estão entre o grupo de risco e podem ser imunizados na Rede Pública

Além disso, pacientes de qualquer idade que apresentem doença pulmonar ou cardiovasculares crônicas e graves, insuficiência renal crônica, diabetes melito insulino-dependente, cirrose hepática e hemoglobinopatias também têm prioridade para tomar a vacina.

Da mesma forma, devem tomar a vacina pessoas imunocomprometidas ou HIV-positivos, pacientes submetidos a transplantes, profissionais de saúde e familiares que estejam em contato com os pacientes mencionados anteriormente e pessoas de 60 anos.

Importância da vacinação

A vacina contra o vírus influenza, tanto a trivalente quanto a quadrivalente oferece cerca de 70% de eficácia para quem é imunizado. “Isso não quer dizer que as pessoas não vão mais pegar gripes. Mas se pegarem, terão sintomas mais amenos e um sistema imunológico fortalecido”, ressalta o infectologista Celso Granato.

A vacina contra a gripe H1N1 fortalece organismo contra os casos de pneumonia viral, bacteriana e também a Síndrome Respiratória Aguda

Além disso, a vacina fortalece organismo contra os casos de pneumonia viral, bacteriana e também a Síndrome Respiratória Aguda. “Se o organismo está fraco, pode acontecer de o vírus se desenvolver com mais força e desencadear problemas que podem levar à morte”, alerta a pediatra Andréa Lucchesi de Carvalho.

Uma das possíveis hipóteses que explicam o surto de gripe é que o sistema imunológico da população estava “desacostumado” a criar anticorpos contra o vírus H1N1. “Ano passado sobraram vacinas contra a gripe, isso pode ter levado a uma queda nas defesas imunológicas da população e desencadeado um surto esse ano”, opina Granato. Ele diz que não acredita que o trânsito de pessoas vindas do hemisfério norte possa ser a única hipótese para o aumento de casos de principalmente porque as pessoas estão viajando menos.

Efeitos colaterais possíveis

Tanto a vacina trivalente quanto a quadrivalente são aplicadas via intramuscular. Em vista disso pode acontecer a região ficar um pouco sensível no dia. Algumas pessoas também podem apresentar episódios de febre, mal-estar nas primeiras 24 horas.

É comum as pessoas acharem que a vacina causa gripe. De acordo com os especialistas, isso não é verdade, pois o antídoto é feito com o vírus inteiro inativo, em outras palavras, morto. Sendo assim, não haveria como a vacina ocasionar uma gripe. “O que acontece é que o vírus influenza está circulando no ar e pode acontecer de a pessoa estar com ele incubado no período em que tomou a vacina”, explica a infectologista Isabella. É importante enaltecer que a resposta imunológica não é imediata e o organismo só começa a produzir anticorpos contra a gripe a partir de duas ou três semanas depois da imunização.

Contraindicação

As pessoas que apresentam hipersensibilidade ao ovo não podem tomar a vacina, pois o componente faz parte do antídoto. E pacientes que apresentaram alguma reação anafilática precisam se vacinar em ambiente hospitalar.

Onde encontrar

As vacinas trivalente e quadrivalente podem ser encontradas na Imunitá- Centro de Imunização. Ela fica localizada na rua Pedro Celestino, nº 2893 –  Bairro São Francisco. Para mais informações ligue (67) 3042-1515.

Surto sim, epidemia não

Em entrevista, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha informou que estamos distantes de uma situação epidêmica da gripe H1N1 e que o aumento de pessoas que manifestaram a gripe está em um local específico.

De acordo com ele, como forma de combater a maior circulação do vírus na cidade, a secretaria está alertando os profissionais de saúde sobre essas síndromes, especialmente a H1N1, e redobrar a atenção com gestantes, cardiopatas ou diabéticos. Além disso, também é importante a saúde pública garantir o Tamiflu (medicamento para tratar a gripe H1N1).

Para o infectologista Celso Granato, as pessoas vêm apresentando um medo excessivo em relação ao vírus H1N1. “A imunização é a melhor forma de se prevenir contra o vírus H1N1, mas é importante lembrar que a vacina é essencial principalmente para a população de risco (grupos prioritários). Se as pessoas que não fazem parte desse grupo quiserem tomar, será muito bom. Mas não tomar a vacina contra gripe não representa uma sentença de morte”, alerta.

A gripe H1N1

A gripe causada pelo vírus Influenza A/H1N1(inicialmente chamada de gripe suína) é uma doença transmitida de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias, principalmente por meio de tosse ou espirro. A transmissão costuma ocorrer quando há contato, especialmente em locais fechados. Caso ocorra a transmissão os sintomas podem se iniciar no período de três a sete dias após o contato, geralmente com febre alta, em torno de 38C°, coriza, nasal, espirros e dores musculares. Apesar do nome popular de gripe suína não há registro de transmissão da gripe H1N1 para pessoas por meio da ingestão da carne de porco.

Publicado originalmente: Minha vida

Infectologistas ensinam os 5 passos para prevenir gripe H1N1

Médicos infectologistas da Sociedade Brasileira de Infectologia fazem um alerta sobre os cinco principais passos para se proteger contra o contágio pelo vírus Influenza . A vacinação e uma atenta higienização das mãos são fundamentais para se proteger contra a doença, mas cuidados com o sono e a alimentação também pesam na prevenção.

No ano passado inteiro, 141 brasileiros pegaram o vírus, mas neste ano, em menos de três meses (até o dia 22 de março), o estado de São Paulo sozinho já havia notificado 260 casos da doença. Quanto às mortes, o Brasil teve 36 em 2015, mas em 2016, 38 paulistas já morreram em função das complicações da doença.

A médica Nancy Bellei, da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirma que a vacina contra H1N1 é a principal arma da população contra a doença. Evitar o contato com pessoas gripadas, no entanto, também é uma medida importante. Vale lembrar que é recomendável que as pessoas gripadas suspendam atividades de rotina como trabalho e estudos, afim de evitar a propagação do vírus em locais com aglomeração.

Nancy também alerta para a importância de manter a imunidade boa. Quando a imunidade cai, o risco de se adquirir o vírus aumenta potencialmente. ?Praticar exercícios físicos, ter alimentação saudável e o sono regular também são importantes para a prevenção”, explica.

Conheça os cinco passos mais importantes da prevenção contra H1N1:

1º passo: Não deixe de se vacinar contra o vírus H1N1. A vacina será disponibilizada pelo SUS em abril para os grupos com risco de maior complicação como o dos idosos, crianças de seis meses a 5 anos, gestantes, puérperas (que acabaram de dar à luz), portadores de doenças crônicas, funcionários do sistema prisional e da área da saúde. Para quem não está nos grupos de risco, é possível tomar a vacina na rede particular;

2º passo: Evite o contato com as pessoas com a gripe H1N1, como abraço, beijo e aperto de mão. Em ambientes fechados, procure deixar as janelas abertas para que haja circulação do ar;

3º passo: Lave muito bem as mãos com água e sabão (inclusive entre os dedos, nos pulsos e por dentro das unhas) e utilize álcool gel para uma higienização completa. Se não for possível, faça pelo menos um dos dois procedimentos;

4º passo: Se segurar em lugares públicos como maçanetas, corrimãos, apoios do metrô e dos ônibus, evite levar as mãos até os olhos, nariz e boca enquanto não puder fazer nova higienização;

5º passo: Evite estresse, ansiedade, má alimentação, dormir pouco, beber e usar drogas. Isso enfraquece o sistema imunológico e deixa o organismo ainda mais exposto ao vírus.

Fonte: Minha vida

Estado de São Paulo vive surto com mais de 20 vítimas da gripe H1N1

A gripe chegou mais cedo este ano em São Paulo e com muitos casos do tipo mais grave, o H1N1. O estado já vive um surto, com mais de 20 mortes.

Com cara de quem acabou de acordar, Lucas sente-se em casa. Na verdade, ele está no hospital. Chegou com uma febre muito alta, de mais de 39 graus. O pai fez o certo: correu para o pronto-socorro e avisou que já tinha tido um caso de gripe H1N1 na escolinha do menino.

“Começaram nos explicar quais seriam os sintomas que aconteceriam caso de fato ele estivesse com esse vírus e infelizmente, todos iam acompanhando: uma coriza, uma tosse, o vômito, que só foi cessado com a medicação, tosse, entre outras coisas”, diz Márcio Miranda, pai do Lucas.

Até o meio de março, no estado de São Paulo já são 157 casos e 23 mortes por complicações respiratórias provocadas pelo H1N1, um dos três subtipos do vírus influenza.

Dessa vez, o que está chamando a atenção dos médicos e das autoridades de saúde é que a circulação do vírus começou mais cedo. Em geral, os surtos ocorrem entre maio e julho, especialmente no sul e sudeste do Brasil, que são as regiões mais frias. Mas, agora, esse ano, o vírus começou a atacar no fim do verão: fevereiro, março.

Ainda não se sabe exatamente porque que é que isso está acontecendo. Mas a hipótese mais provável é que brasileiros que tenham viajado durante as férias para países do hemisfério norte, como Estados Unidos e Canadá, onde o vírus H1N1 continua circulando, tenham trazido o vírus para o país.

A maior parte dos casos aconteceu no interior paulista, na região de São José do Rio Preto. Lá, uma vacinação extra começou essa semana para a população de risco: idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas que têm doenças crônicas. A vacina é a principal maneira de evitar a doença, mas existem outros cuidados.

“Lembrar que o vírus influenza transmite-se basicamente de duas maneiras: através de secreção respiratória, ou seja, tosse e espirro, mas também por contato com objetos, então manter as mãos limpas é muito importante pra que se diminua o risco de contrair a gripe”, destaca o infectologista Marco Aurélio Safadi.

Fonte: Jornal Nacional